Lembre-se: O endereço do blog agora é www.leitecommangafazmal.com.br.
Leite com manga faz mal?
"Convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que mentiras". (Nietzsche)
Domingo, Junho 05, 2011
Domingo, Maio 15, 2011
Plantinga: Evolucionismo e Naturalismo são incompatíveis?
Texto publicado no novo Blog: Plantinga: Evolucionismo e Naturalismo são incompatíveis?
Lembrando: Este blog mudou para www.leitecommangafazmal.com.br e esta versão só será mantida por algum tempo, mas não está mais sendo atualizada!
Sábado, Maio 14, 2011
Matemática da Evolução
Texto publicado e revisado no novo Blog: Matemática da Evolução
Lembrando: Este blog mudou para www.leitecommangafazmal.com.br e esta versão só será mantida por algum tempo, mas não está mais sendo atualizada!
Quinta-feira, Abril 14, 2011
Mudanças!
É isto aí. Estou de mudança e - espero - pra melhor!
Quando me dei conta de que meu pequeno projeto de ter um blog pra escrever sobre aquele tipo de coisa que nem sempre temos oportunidade de conversar no cotidiano, quase sem querer, completou dois anos, resolvi que era hora de dar uma valorizada em tudo o que consegui por aqui, e por "valorizar", entenda-se a revisão dos principais textos que aqui publiquei - afinal, não penso exatamente a mesma coisa que pensava em 2009, quando comecei a escrever aqui - e a mudança de plataforma de hospedagem (sai o blogger, entra um site próprio).
Ao acessarem o novo site, os que já me acompanhavam por aqui, reconhecerão alguns textos já publicados - revisados - e outros inéditos, que resolvi "guardar" para quando a migração estivesse concluída. Na prática, esse novo site começa com menos conteúdo do que eu realmente tinha em mente quando o idealizei, mas isso se deve à certas limitações típicas de qualquer ser finito.
Assim, convido todos os que sempre acompanharam este blog a acompanharem o www.leitecommangafazmal.com.br. Espero sinceramente que todos gostem da novidade e se sintam encorajados a participar com suas críticas, sugestões, opiniões e palpites sobre os temas tratados.
Grande Abraço!
Terça-feira, Abril 05, 2011
Filosofia da Religião: Pseudo-argumentos - 5
“Os ateus são tão fundamentalistas quanto os religiosos fundamentalistas”
Novamente, temos uma afirmação de cunho sociológico intrometendo-se em um debate filosófico. Há dois problemas fundamentais com esta afirmação e o primeiro deles já foi constatado: mesmo que os ateus sejam de alguma forma fundamentalistas, isto nada diz sobre a veracidade ou falsidade do que defendem (isto é, o ateísmo em si), mas apenas deixa claro que estão defendendo sua postura de uma forma excessivamente agressiva para nossos valores culturais atuais. O mesmo vale para o fundamentalismo religioso.
O segundo erro está no próprio uso da palavra “ateu”, dando a entender que o ateísmo em si seria alguma espécie de movimento social ou partido político ou mesmo agremiação religiosa ao invés de um posicionamento filosófico. O ateísmo apenas se posiciona contrário à afirmação de que há um Deus e nada mais. Qualquer outra atribuição de pretensão diz respeito apenas a um ateu em particular ou a um grupo de ateus em particular. É notório, por exemplo, que há grupos ateus defendendo valores como a laicidade do estado e a inclusão da opção “Nenhuma das Anteriores” na liberdade religiosa. Mas se estes movimentos defenderem seus valores de forma “fundamentalista”, a acusação cabe apenas a este movimento e não ao ateísmo em si. Negar isto seria como permitir logicamente que a idéia do teísmo em si fosse enfraquecida por causa de pastores ou agremiações religiosas corruptas ou fundamentalistas.
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Segunda-feira, Abril 04, 2011
Filosofia da Religião: Pseudo-argumentos - 4
“O Criacionismo não passa de uma estorinha infantil”
O criacionismo em si pode até ser uma estorinha doutrinária ou não. O que nos importa do ponto de vista do debate filosófico é que ele não envolve o criacionismo, mas sim o teísmo. O criacionismo depende da realidade do teísmo para fazer sentido, mas o teísmo não depende da realidade do criacionismo para ser real. O criacionismo, ao menos no ocidente, é entendido não apenas como a afirmação de de que há um Deus mas também como a afirmação de que este Deus tem nome – por exemplo, Jeová – e um histórico de milagres e intervenções. O criacionismo de forma geral nega muitos conhecimentos científicos, tais como os que fundamentam a idade da terra, por isso, antes de se por tais conhecimentos em cheque, há um longo caminho a percorrer que é estabelecer o próprio teísmo como verdadeiro, para só então conjecturar sobre a natureza desse Deus.
Muitos religiosos seguem o caminho contrário, isto é, procuram nas afirmações do criacionismo, como o dilúvio no caso dos Cristãos, evidências para sustentar o teísmo. Essa postura é logicamente insustentável e causa muita confusão. Algo muito semelhante acontece quando um ateu tenta sustentar seu ateísmo com base na negação de um ou outro fato histórico defendido como verdadeiro por alguma religião (novamente, o pŕoprio dilúvio é um exemplo).
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Segunda-feira, Março 28, 2011
Filosofia da Religião: Pseudo-argumentos - 3
“A religião é o ópio do povo” ou “A religião é apenas uma ferramenta dos poderosos para controle da massa”
Não se trata aqui de negar ou concordar com tais afirmações. Elas são desconstrutivas para o debate filosófico porque se referem apenas a aspectos sociais de instituições que fazem uso da idéia de Deus. Demonstrar falhas ou incongruências da parte de autoridades religiosas, por mais que possa ter seus efeitos na esfera social, nada colabora para a busca pela verdade intergral, apenas bate de frente com a institucionalização desta verdade. Se as religiões, enquanto instituições, trazem mais benfícios do que malefícios à sociedade ou o contrário, é uma discussão válida na esfera sociológica, mas não na filosofia da religião.
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Terça-feira, Março 22, 2011
Filosofia da Religião: Pseudo-argumentos - 2
Trata-se de uma postura pra lá de afoita e muito comum. Talvez na ânsia de justificar racionalmente tudo aquilo em que acredita e dar o assunto por encerrado o quanto antes, o proponente acaba dando um “salto” lógico, fazendo uso de algum argumento a favor do teísmo para “comprovar” a existência de Deus e, em seguida, sem explicar exatamente o porquê, assume que isto é suficiente para presumir como verdadeiras todas as afirmações de sua doutrina religiosa.
Um exemplo clássico é o do cristão que utiliza o argumento cosmológico para estabelecer a necessidade de uma causa para o universo e, sem maiores explicações, já postula que essa causa só pode ser Deus. Pior ainda: postula que essa causa só pode ser o Deus do antigo e novo testamentos, tornando automaticamente verdadeiros o conteúdo de sua doutrina religiosa, tais como a ressureição de Cristo ou mesmo o mito da criação segundo Adão e Eva.
Se tais mitos são verdadeiros ou não, deve ser fruto de um debate em separado, e isto supondo que possa haver algum argumento que permita estabelecer Deus de forma objetiva. Afirmar “Há Deus” é muito diferente de afirmar que “Há Deus, logo é o Deus do antigo e novo testamento e enviou Jesus, seu único filho para nos salvar”.
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Segunda-feira, Março 21, 2011
Filosofia da Religião: Pseudo-argumentos
A filosofia da religião é o ramo da filosofia que engloba o milenar debate entre o teísmo e o ateísmo, que por sua vez faz parte do drama, também milenar, do homem em busca da chamada verdade integral sobre a natureza de tudo o que há. No entanto, não é todo debate que envolva a religião que pode ser considerado como integrante do debate filosófico. A religião possui outras faces que envolvem aspectos psicológicos, sociológicos e a eterna briga por poder e influência.
Muitas vezes, não é fácil traçar a linha que distingue o debate filosófico do puro choque de opiniões ou das discussões que buscam defender poderes e influências pessoais e sociais, mas existem diversas posturas que "gritam" aos ouvidos a sua inconveniência junto ao autêntico debate filosófico. A natureza destas atitudes varia desde confusões lógicas até erros categoriais e mesmo disciplinares.
No intuito de facilitar essa dissociação, começarei a apresentar aqui o que percebo serem as atitudes mais comuns que, no melhor dos casos, em nada contribuem para o debate filosófico e normalmente acabam prejudicando-o justamente por considerarem-se parte dele.
É importante deixar claro que esta não pretende ser uma lista de "erros", mas sim de atitudes que não contribuem para o debate filosófico, pois erram o alvo a acabam defendendo sonhos, esperanças, amigos, parentes ou ideologias pessoais e sociais. Não que as pessoas não tenham o direito de fazer isto. Ao contrário! Porém, no âmbito do debate filosófico, deve-se fugir da perda de foco a todo custo.
Mais importante ainda: É notório que muito do que aqui se cita são instâncias específicas de erros comuns a todo "debate". Não me preocupei, no entanto, em apresentar a versão "geral" de cada postura, me limitando a citar seu efeito maléfico ao debate filosófico.
As postagens conterão atitudes desconstrutivas oriundas dos dois lados envolvidos, teísmo e ateísmo. Eis a primeira delas:
"Sr. Y afirma que não há Deus. O argumento X prova que Sr. Y está errado. Logo, há Deus." ou "Sr. Y afirma que há Deus. O argumento X prova que Sr. Y está errado. Logo, não há Deus".
A razão pela qual esta caricatura de argumento é desconstrutiva deveria ser óbvia, mas no cotidiano acaba não sendo: Ela postula que basta eliminar os argumentos de uma dada autoridade ou personalidade mais conhecida, como um religioso ou pastor no lado teísta, ou um ateísta de renome, no lado ateísta e isto será suficiente para estabelecer a veracidade do que se afirma! Se eu mostrar que Richard Dawkins está errado, todo o ateísmo estará destruído. Se eu desmontar os argumentos de Willian Lane Craig, Deus não existirá!
Evidente que a desconstrução de argumentos contrário faz parte do debate legítimo. A postura a que se quer chamar a atenção aqui, no entanto, é aquela que tenta simplificar este processo de forma excessiva, deturpando-o e transformando a personalidade alvo em uma espécie de todo-poderoso de araque, que pode ser facilmente desmascarado e isso, por si só, desmascarará todos a que com ele concordam. Quanto poder concedido a um reles mortal!
É notório que, aqueles que costumam fazer uso deste tipo de afirmação, não pensam duas vezes antes de tentar encaixar o "inimigo" em um único saco com generalizações absurdas, tais como: "Todo ateísta é evolucionista e fã de Richard Dawkins" ou como "Todo teísta acredita piamente na criação a partir de Adão e Eva".
Trata-se, enfim, de criar alvos fáceis usando generalizações deturpadas. Uma péssima técnica a se aplicar em debates filosóficos legítimos.
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Segunda-feira, Março 14, 2011
Debate: Crença na Descrença?
O texto "Ateísmo: Crença na Descrença" teve vários comentários e terminou por gerar um debate muito interessante entre mim e o colega virtual André, que vez por outra aparece aqui no blog e já protagonizou alguns debates semelhantes a este.
Embora discordemos radicalmente em nossas visões de mundo, sempre conseguimos manter um diálogo limpo e respeitoso, e isso sem tornar o debate tedioso!
Por isso, decidi postar abaixo o debate na íntegra, mas não no intuito de demonstrar a "vitória" de um ou de outro ponto de vista, até porque, não creio que nenhum dos dois tenha se dado por vencido, mas sim para demonstrar que é possível um debate entre pessoas com pontos de vista radicalmente diferentes sem que se apele a ataques pessoais ou mmesmo sem que se perca o foco.
No post original, houveram outros comentários muito interessantes. Não os disponho aqui apenas porque foram comentários isolados do debate e não por não lhes dar importância.
Obviamente, recomendo a todos que leiam o texto que deu origem ao debate, caso contrário, o entendimento ficará prejudicado. O debate começa com um comentário do André.
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